É incrível pensar o quão pouco eu prático, em relação ao que evoluo em cada post. Se eu te disser que escrevo todos os dias, me aprimoro, pesquiso e estudo... Estaria mentindo. Eu faço o que me da vontade. Mas não "naquele egoísmo", sabe? É algo natural... Não sei, mas queria partilhar isso com vocês, porque é bom saber que as vezes sabemos fazer alguma coisa não tão boa quanto você queria, mas enfim, que supre esse nosso "desespero".
Tem alguns erros feios que não ousei arrumar, porque se os fizesse, não estaria mostrando-lhes a verdade do que escrevi. Talvez vale a pena dar uma conferida e saber, que dentro de nós, existe algo além da compreensão. E acho que somente quem é próximo a si mesmo, de verdade, consegue chegar a essa resposta.
Quantas virgulas! Isso veio de um Autor o qual li parte de seu livro uma vez, e tentei agregar esse aspecto aos meus textos. .-.
Enfim, boa leitura. Espero que isso não os machuque muito, porque está horrível. D:
Mas a idéia é uma só: Seja você mesmo.
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Um Mundo meu -
Em terras perdidas, desoladas, têm-se o novo início. Um inicio próspero, sonhador. Aos altos de terras, sua pele cintilante ao sol, seu vestido celeste á dançar-se aos ventos, seus cabelos, muito lisos, intocáveis. Uma forma divina, virgem, envolvida sob uma aura anormal, onde as exclusões de um mundo externo, feio e distorcido, não podem passar.
O brilho flamejante de vida, aos olhos da garota envolvidos ao pôr do sol, onde aos toques e sussurros, uma composição leve e vibrante, faz-se ecoar por milhas e milhas, até onde, o sol recusa-se a chegar. Parecia renovada, em meio á tantos tons e cores, cada um, num gostinho especial que a vida produz, e parecia fazer questão, de mostrá-la.
Os ventos numa valsa constante, magnífica em seu esplendor, pareciam festejar á sua chegada, cantarolando versos incompreensíveis, onde em vozes diversas ousam a atravessar os ouvidos daquele pequeno anjo, que em suas feições puras e angelicais, sorria como nunca jamais imaginou.
As gramas muito verdes, ensolaradas pelo crepúsculo pareciam-se um ser só, ao mover-se vibrantemente numa paisagem que se abrangia á magia da vida. O mundo inteiro ao seu redor parecia se alegrar, dançando em passos únicos e mágicos, em sua perfeição.
Uma energia contagiante enchia-se o espírito da inocência, que num estado bruto, parecia brilhar mais do que qualquer coisa. Suas mãos eram levadas ao alto, onde rostos e corpos arrastavam-se num ar gélido e refrescante, lembrando-a mais do que nunca, a magia de viver. Seus passos eram alegres, e pareciam irrequietos, ao dançar-se pelos campos verdes ao misturar-se com as luzes do entardecer.
Sua mente já não mais pensava, somente sentia o que era vivo ao seu redor, em pares, circulando sobre seu corpo em sopros de ventos, celebrando a luz do escurecer. Seu corpo, agitado, em movimentos belos e acima de tudo, infantis, eram refletidos ao pequeno e claro rosto angelical, que em meio a sorrisos e sensações, tinham seus olhos selados ao que era externo.
Em passos e compassos, devido á extravagante alegria de se dançar para viver, e contemplar, a natureza em seu estado não somente sólido, mas também espiritual; ao comemorar dos últimos momentos em que o sol ainda se se sobreponha ás sombras do mundo cinza, ela tropeçou.
Mas nada a poderia impedir se sentir aquele maravilhoso momento. Seu corpo sobre as gramas altas e verdes, amaciando o seu maravilhoso ser, que aconchegado, avistava o ultimo aparecer do sol sob as colinas. Seus pequenos olhinhos, cansados, porém, felizes, fechavam-se assim como á noite ao invadir aquele vasto mundo que era seu, e somente seu.
Agora, nada mais se movia ao seu redor. Seu corpo, quieto sobre o que era monocromático, e coberto por um grande e alongado cobertor, encontrava-se numa sala escura, em seus vários objetos sem vida ou magia, que pareciam adormecer conforme a escuridão, assim, ficando por toda a eternidade.
Os rostos a envolvendo já não eram mais os mesmos. Seus olhos artificiais, e sem o brilho do que se é magnífico, cobertos por meros restos de panos, cheios de idéias distorcidas do que é a felicidade, em si, tendo seus rostos pintados em formas bizarras, seus cabelos, alongados e coloridos á um tom sem graça e deprimente.
Realmente, são afortunados os que ainda, em tempos cegos, conseguem sonhar e beirar á um mundo só seu, e somente, seu, onde a vida é vida, ultrapassando o que julgamos ser certo, ou normal. São afortunados, os que ainda, guardam dentro de si, os meros vestígios de sua inocência e juventude, que os acompanharam durante a infância, e hoje, os fazem agüentar, firmemente, esse mundo cego á beira do abismo da ignorância.
Matheus Soldan.
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